A Menina Izildinha, “O Anjo do Senhor”, é o próprio símbolo da fé do povo de Monte Alto. Seu nome verdadeiro era Maria Izilda de Castro Ribeiro. Ela nasceu na Freguesia de Lanhoso, Conselho de Póvoa de Lanhoso, Distrito de Guimarães – Portugal, em 17 de junho de 1897 e faleceu em 25 de maio de 1911 na cidade de Guimarães, antes de completar 14 anos. Em 1950, seu irmão, Comendador Castro Ribeiro, industrial em Monte Alto, a pedido de sua esposa Dª Rosinha, conseguiu trasladar seus restos mortais para o Brasil.
Em 1º de agosto de 1950, 39 anos após sua morte, quando foi feita a exumação dos seus restos mortais para vir ao Brasil, esperava-se encontrar apenas cinzas, mas para o espanto de todos o corpo estava em perfeito estado, assim como as suas vestes e, considerado o maior milagre, as flores que enfeitavam a urna funerária pareciam recentemente colhidas. Logo a Menina ganhou a fama de ser santificada, apressando sua saída de Portugal.
Em Santos, pela última vez, por exigência da legislação alfandegária sua urna mortuária foi aberta perante a imprensa, parenta e funcionários alfandegários, confirmando o milagre ocorrido.
Sua urna foi trasladada para o Cemitério São Paulo, na Capital, aguardando o término da construção de seu Mausoléu e, posteriormente, em 8 de março de 1958, finalmente chegou ao Mausoléu na região central da cidade de Monte Alto. A recepção foi de cerca de 10 mil pessoas, praticamente todos habitantes da cidade, sob uma chuva de pétalas de rosas que acolheu o corpo da Menina Izildinha.
O mausoléu recebe em média 700 pessoas/mês (livro de registro), visitas ou romarias, muitas flores brancas são depositadas com pedidos ou agradecimentos por graças alcançadas.
Por decisão judicial seus restos mortais pertencem aos habitantes de Monte Alto e sua manutenção é responsabilidade do Educandário Izildinha que dá assistência a dezena de crianças necessitadas, onde anualmente seu nascimento é comemorado com grande festa popular durante aproximadamente dez dias.